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LAÇOS DE FAMÍLIA
Laços de família !
O que nos une a uma "família" ?
O sangue ?
A convivência ?
O medo da solidão ?
Não sei ... Acho que algo mais profundo ainda...
Algum acordo que fizemos "antes de nascermos"
... para resgatar algo que ficamos devendo em outra (s) vida (s).
Quem sabe?!
Na verdade não somos todos irmãos ? Embora espalhados pelos quatro cantos de certo modo um elo nos une independente da cor, sexo, nacionalidade, naturalidade !
Somos uma grande fraternidade!
A verdade é que muitas vezes nos sentimos mais próximos a pessoas que não são de nossa "família de sangue" que encontramos em nossa jornada terrestre.
Por isso acredito que viemos para este plano terrestre, muitos oriundos do mesmo lugar, por isso a nossa afinidade, o nosso apego a certas pessoas.
Mas deixando de filosofar, os laços que me unem a minha família (de sangue) são muito fortes.
Graças a Deus, ainda gozo da convivência de meus pais, de meus irmãos, alguns... não cheguei a conhecer, pois por alguma razão do Criador, não chegaram a permanecer nesse plano, apenas cumpriram o período de gestação.
Sou o mais velho de cinco irmãos, vindo depois de mim, o Pascoal, a Bernardete, José Walter e a Maria Anita.
Tive uma convivência maior na infância apenas com o Pascoal e a Bernardete, pois passei boa parte de minha adolescência estudando fora, longe do lar paterno! Mas isso não diminuiu a nossa convivência agora depois de adultos.
Dos avós, apenas tive a felicidade de conviver com os avós materno, pois os paternos nem ao menos cheguei a conhecê-lo (infelizmente). Foram muitos anos de alegria na convivência deles, cuja lembrança permanece viva e saudosa.
Dos tios e primos, a convivência foi maior do lado materno.
Ah como foram alegres os nossos encontros, as nossa brincadeiras !
Até hoje ainda se comenta entre os tios e primos da "reinações" que gostava de fazer para assustar as primas e primos que vinha da cidade passar finais de semana ou férias na fazenda!
Hoje, restam apenas saudades, alguns já se foram e agora todos seguiram seu caminhos, já não nos encontramos mais ... pela distância e rumos que tomaram cada qual. Mas ainda fica na memórias alegres tardes de folias e as noites a beira do fogão à lenha ouvindo as mil e uma estórias contadas pelo camarada Osmar, os casos "causos" que vovô contava depois de chegar com a tropa das longas viagens a compra de gado. " Ah que saudade tenho de minha infância querida..." !
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